segunda-feira, março 15, 2010

Reencontros de quem não se desencontra

8 Tirei esta hoje enquanto parava a chuva de uma manhã. É o tema em si, pois muita água doce forma um rio, mas como temos nossos temperos... Formamos um oceano.

por Rafael Belo

Casamentos! Uma boa pedida para encontrar, ou melhor, reencontrar aqueles dos quais não nos desencontramos. Explico. Estes são família e amigos com os quais mantemos contatos, porém nem sempre, dificilmente ah... Quase nunca nos encontramos para abraços apertados, lembranças públicas e conversas olho no olho. E concordando com as pesquisas e contrariando a maiorias dos pensamentos... Como tem gente se casando! Não encontrei dados do ano passado, mas de 2007 para 2008 houve um aumento de 4,5% se aproximando de 1 milhão de uniões civis.

No trocar das alianças isso “não vem ao caso”. O fato é a confraternização da família, amigos e novas amizades. Tios, tias, primos, primas, irmãos, irmãs e quem ainda se encontrar por entre a gente - mesmo os faltosos são lembrados. Falando em lembranças... Como escapar da partilha daquelas recordações com risadas das estripulias infantis e adolescentes? Impossível. O jeito é gargalhar e ter uma boa memória de contrapartida.

Um casamento de segunda. Não é trocadilho maldoso. Foi em plena segunda-feira início de mês e querem saber... Foi incrível. Porque até os “incasaveis” casam. Eu sou bem família também sabem, mas andava no time dos faltosos e o motivo é simples: não os visitava e pouco falava com meus primos e primas. Até dois anos... Bem, três... Eu ia à casa de todos praticamente. Boa parte da infância nos encontramos e eu dormia na casa deles e a gente dormia na casa do nosso avó. Até não ser mais assim. E lá estávamos no casamento de um de nós. Nervosismo e felicidade.

Enquanto não começava ou seria: enquanto a noiva não chegava e meu primo sorria congelado de nervoso, eu reconheci um rosto sem reconhecer já sentado na mesma das minhas primas trocando upgrades de dois anos. Me virei para um movimento à minha esquerda. Nos olhamos e ela já me sabia, mas eu desconhecia a saber até ela passar, sentar ao lado e “toim” meu sorriso se ampliou. Ela e a filha clone. Sim porque a personalidade era idêntica da qual eu me lembrava na nossa adolescência e a maioria dos traços menos os olhos azuis. Sentei perto dos meus pais em seguida para esperar a troca de alianças. Foram trocadas. Emoção inevitável ou quase...

Fomos para o salão, voltei para resgatá-la(s) e sentamos todos na mesma mesa a apresentando. Conversamos o resto do casamento e dá-lhe lembranças. Só não disse ainda da minha felicidade ao vê-la há 14 anos chegar à minha festa de despedida... No fim da noite – simplesmente porque terça a gente trabalha né!? - são mais boas lembranças e o fortalecimento de laços não necessariamente estremecidos ou esquecidos. E viva a união dos casais verdadeiros de uma instituição sacramentada imune da falência anunciada.

4 comentários:

Déia disse...

Amo casamentos, me emociono, me inspiro, volto a acreditar no amor até que a morte os separe! rs

bj

Naty Araújo disse...

Muito bom seu texto Rafa... Isso, por acaso aconteceu ontem? rsrsrs.
Também adoro casamentos... Quando vejo um casal apaixonado, seja se casando ou simplesmente namorados, eles me fazem acreditar que ainda existe amor, por mais que eu ainda não tenha "encontrado" o meu, quando os vejo, acredito que ainda exista amor eterno sim. É essa sensação que eles me passam.

Sensacional a foto, Belo.
Beijos com gostinho de quero ler mais.

leslye disse...

É ainda faço parte desta turma ai, de sonhadores,bom, gostei mesmo do texto, qdo eu crescer quero ser assim...heheheeh...saudades!!!

Rafael Belo disse...

O Déa! Que liinndo hehehe E a tua expectativa? bjs

Obrigado Naty. A minoria dá essa sensação não?! heheh beijos com gosto de lerá mais.

Sonhadores pra sempre Leslye, qual a graça da vida sem sonhar...?! hauah uqnd né ok hehehe saudades tb. bs