quinta-feira, julho 15, 2010

03 de julho de 2010

 8 captei em uma manhã de sábado, quando as nuvens se destacam ou não é difícil não reter este momento.


Manhã de Sábado (Rafael Belos às 9h30).

O ritmo do martelo martela a manhã
com uma manha tacanha, de um amanhã.
sons metálicos no concreto, aberto para destruição,
ilusão do desfazer das partes, nas refletidas batidas
ecoando pelas estruturas, estremecidas entrementes
obstruídas na continuação do feito de bater
no apoio do esqueleto urbano, repaginando
repintando para outra função exercer,
martelando constante a reforma da
forma martelada para a cidade falar
em se desfazer.



Esconderijos (Rafael Belo às 10h34)

Nas salas espalhadas se espalham
rostos conhecidos despertos aos simples passar
diante, adiante as vozes do reconhecimento
faz o retorno no entorno do topo
longe do derradeiro chão, como lembranças
falsamente esquecidas, guardadas na
marcada sala vazia até então, quando
os esconderijos velados acenderam as velas
para a bruxuleante recordação em
uma oração simples – abraços beijos
e nova separação.



Rivais (Rafael Belo às 12h42)

Opostos por decisão e línguas
divergentes por jogos, displicentes
campos contrários dedicados a não se entenderem
no enternecimento da expectativa,
telespectada, a razão de viver de cada
um, no esforço de não se gostar por puro,
puro fingimento espontâneo, no contínuo espaçamento
temporal, de querer ser rival, estar rivais pelo
entretenimento.

3 comentários:

La Sorcière disse...

Rafaaaaa!
Tudo bem??
Ainda esperando por suas composições musicais :)
Adorei os textos e a foto! Vc é multitalentoso!
Bjks
Alê

Déia disse...

rsrsrs no primeiro imaginei : Será que vc ta morando perto de alguma obra do metrô? rsrsrs

beijocas e bom fds, sem marteladas matinais rs

Rafael Belo disse...

obrigado pelo carinho, Lelezinha rs Vou fazer gravações mais leves e enviar rs bjs

Não Déa rsrs é a cena inicial da reforma do local provisório da minha pós na estadual daqui rs sem marteladas matinais estou de férias rs bjs