domingo, julho 18, 2010

'Almas justiceiras'

8 as chamas da morte são as chamas da vida, pois você pode sair de dentro da Justiça Divina, mas a Jusstiça Divina não sai de dentro de você... Captei no meu shorts de dormir rs

por Rafael Belo

Havia um odor e um som pertencentes à outra época dentro da cabeça dela. Eram distantes e profundas lamúrias agonizantes de dor... Em latim. Ela nunca falara absolutamente nada sobre. A trilha, quase inaudível, habitava alguma parte de sua mente ou seria a alma ou seria o coração? Joani lia compulsivamente aqueles acontecimentos referentes ao fim de uma investigação enquanto imaginava os porquês de um som apenas e um cheiro somente, cantarolarem e se alastrarem em alguma parte oculta de si.
Era um mau pressentimento fundamentado em seus blecautes silenciosos. Lendo ela descobriu... A assassina em série era descrita como ela. 1,69 cm, cabelos arruivados... Busto médio e quadril farto. Mas, suas digitais identificavam alguém morto. Inexistente diziam ‘os jornais’. Bem, ela tinha razão. Habitava em Joani uma assassina. Sua alma era antiga. Sob o claustro de uma igreja fantasma para suas ações, a Purificadora, matava sim, mas aqueles pecadores sem clemência não dispostos a reconhecer crimes e erros perante ao Senhor. Não era fanatismo. Era o motivo de toda sua criação.

Depois de sua primeira morte, sua alma era duas, suas marcas múltiplas, suas digitais. Enquanto havia luz era Joani, quando as sombras eram mais era Jiana a Purificadora. Não havia a possibilidade de Joani saber de seu reflexo pretenso a justiça divina. Ela ia além da mera dizimação das almas atormentadoras. Purificadora deixava rastros para os investigadores brasileiros em todas as regiões, tais pistas levavam a assassinos reais, não a ela uma arma nascida. Jiana dizimava até as lembranças dos seus dizimados, assim ia quaisquer vestígios das suas existências. Mas até quando todos esqueceriam?!

Assim, Joani fechara ‘os jornais’ do dia sem saber ler sobre si e seus olhos prateados noturnos, ao dia um mel denso. Seu pressentimento fora cautelosamente afastado por Jiana. Podia tomar seu chá com leite quente e preparar a defesa pessoal de mais um tropa de elite secreta criada justamente para silenciar os apontamentos das pistas elaboradas às sombras, desta vez estava no extremo sul. Por enquanto escolhia o quanto frio gostaria de passar naquela boa brisa gélida abaixo de 5 graus negativos. Como sorria nesse frio ‘gostoso’. Logo teria de liderar uma das tropas de elites ocultas. Não iria demorar. Havia um odor e um som pertencentes à outra época dentro de sua cabeça. Eram distantes e profundas lamúrias agonizantes de dor... Em latim.

3 comentários:

Jamylle Bezerra disse...

Duas em uma, assim como o bem e mal, o claro e o escuro...

Boa semana querido!

La Sorcière disse...

Que coisa mais doida...
adorei!

Rafael Belo disse...

Quase, Jamy rs. Na verdade na acredito em dualismo rs é muito superfície rs bom fi mde semana querida.,

Sabia que adoraria , Lelezinha, beijos rsrs.