quarta-feira, novembro 03, 2010

Filas de baixo calão pelas vias

*(Às vezes basta olhar para o céu, mas nem sempre uma olhada é o bastante - tirei na segunda-feira, 1º,)

Por Rafael Belo

É impossível ser impassível, frio e calculista. Bom, é impossível se não há importância a vida. Já confesso o motivo destas palavras enrolativas estarem antecedendo o porquê do texto ser meu estresse no trânsito. Sim, dirigir anda – literalmente – me estressando. Não pela falta de educação, de setas, de ceder, de respeito, mas pela desconsideração a vida. A alta velocidade desproporcional, a pressa, a ignorância e a eterna maldita síndrome de super-homem somada à bipolaridade de piloto profissional de corrida elevada com o egoísmo fazem mal a continuidade.

Deveria ser um alerta do Ministério da Saúde. Irresponsáveis no tráfego das ruas matam mais que qualquer doença ou fatalidade meteorológica. Tudo para chegar mais rápido ou pelo atraso ou pelo citado ‘para o alto e avante’. Dirigir deveria ser apenas uma forma pessoal de se locomover até os locais de interesse. Mas, acaba sendo uma disputa contra o tempo, contra a morte, contra as estatísticas e a favor do ego. Até tempos atrás eu dirigia praticamente na impossibilidade de ser impassível... Recentemente assumi não querer mais comandar um volante com as mãos...

Nem é preciso detalhar as infrações inúmeras praticadas no trânsito pela velha besteira de achar: “comigo não vai acontecer”. Sou mais de ‘quem procura acha’... Ocupamos nosso cérebro de maneira precoce demais. As preocupações constantes a pilharmos feitos antigos piratas podem deixar um vazio mental aliado a inércia parcial e problemas físicos. Somos hipocondríacos do tempo porque o tratamos como uma doença incurável e adoecemos, então, patéticos e conscientes dos problemas causados por nós a nós mesmos.

Somos nosso próprio mal. Aguardamos friamente o cálculo da vida sem paixão e acreditamos na impossibilidade de pararmos os relógios para jamais envelhecermos assim sem aproveitar o percurso, o trajeto diário, os pequenos e grandes detalhes do caminho a seguirmos. Eu prefiro muito mais observar no banco do passageiro e criar vendo tanta gente, registrar a emoção escondida nos rostos atacados pelos sóis particulares dos horários de pico onde até os sem pressa provocam um fila de palavrões atrás de si.

4 comentários:

Deise Anne disse...

Ahhhh, o transito! Ela já não me estressa mais, agora qu eu só ando a pé... rsrs
Não posso prometer que vai melhorar, Rafa... pq a mistura homem e carro é sempre perigosa...

Obrigada pelas visitas lá no blog.

Beijos

Déia disse...

Aff... é incrivel como as pessoas se transformam atrás de um volante!

bj

Isolda Herculano disse...

Muito boa a sua tática de desestressar produzindo um bom texto. Faço isso direto!

Beijos, amigo.

Rafael Belo disse...

Melhorar não vai mesmo, a salvação 'são' as criancinhas rs MAs melhoro eu rs, de nada querida e obrigado eu;

É uma boa tese Déa rs, bjs;

E não adorada IS?! beijos amiga querida.