quarta-feira, março 20, 2013

Entre o olhar e a janela


Entre o olhar e
a janela


Clareou chuva no ritmo batente do chão
cadente da hipnose do vão da mente do raiou
encoberto por outro dia que nublou carente
da malevolente fibra maliciosa da dissimulação

sem cor, sem definição de mau ou bom
apenas uma ação perdida de atenção
na líquida base da direção
aonde pressiona o batente móvel sempre nos cantos

onde é imóvel o chovendo na lembrança
marcada na distância entre o olhar e a janela.


(Às 9h57,  Rafael Belo, 20 de março de 2013, quarta-feira)

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom....parabéns!

José María Souza Costa disse...

Admirável, amigo.
Primeiro quero escrever da honra, que sentir em vim ler o seu blogue, e re-publicar um texto seu no meu blogue. Depois, quero lhe desejar um fim de semana agradavel, harmonios e com infindas milhagens de Paz.
Desde cá, deixo o meu abraço.

www.josemariacosta.com

Rafael Belo disse...

Muito obrigado José Maria. Horando me sinto eu rs. Que cada dia seu seja incrível abraços