quinta-feira, outubro 03, 2013

Mau hálito



Mau hálito

O dia cinzento virou chuva fina e ritmada
como uma batucada de uma chorada crise moral
às vezes chove na madrugada, água pesada
mas, os neutros viram o rosto na almofada e não dormem mal, apesar da fronha molhada

tomam atitudes como placebo e usam as palavras como brinquedo,
sombrio, quebrado, de criança mimada afim de ser o centro de nada

no alicerce da cara, espalham céu, inferno e purgatório, com a mensagem no pequeno auditório do ego,
cego, porque pode enxergar e não vê, o arremedo de tevê, feito da própria imagem

nem três nem quatro, mas seis D, lugar que até o cheiro exala
e ao invés de flores e o hálito de bala, o odor de enxofre e de esgoto ensaia dominar,
pobre ar.

(Às 09h59, Rafael Belo, quarta-feira, 02 de outubro de 2013)

2 comentários:

José María Souza Costa disse...

Olá, bom dia, Rafael.

Hoje, é sábado. Na minha Sampa, estamos na Primavera. Tempo de frio e ventos, tudo juntos e misturados. Mas, certamente não falta o aquecimento humano em quaisquer lugar, onde encontra-se uma Alma, amiga e admirável.
Por isso, desejo-te, um fim de semana bom. Com alegrias e contentamentos mil.
Além do meu Sentimento de Amizade. Saúde e Paz. Estou te esperando, para falarmos do " tempo", lá na minha página.
Um abraço, do tamanho dos seus sonhos.

Rafael Belo disse...

Que seus desejos se realizem em dobro. Grado nobre amigo.