terça-feira, novembro 19, 2013

Sempre acordado...


Sempre acordado...
por Rafael Belo

O gigante chamado Brasil, nunca adormeceu. Ele apenas se viciou em seus mandatários, em seus troca-trocas para alimentar o poder. As mudanças vindas de cima para baixo e mascaradas como desejo da população, a que não é ouvida - não de verdade – sempre favoreceu aqueles que nunca precisaram de favorecimento. Por isso, a desconfiança é tão grande e as intenções por trás de cada ato político dos políticos eleitos sempre vêm repletas de especulações, ainda mais em véspera de ano eleitoral. Se bem que isso é basicamente todo ano.

A prisão dos mensaleiros, o material para desacreditar os julgadores, a mania de vitimizar e culpar brasileiras vieram, claro, da História e das estórias Dela. Situação ou oposição há sempre um batalhão na frente das guerras políticas para defender quem o afaga e outro para atacar. Os cargos e o poder são amarras e mordaças suficientes em uma época na qual os valores estão cada vez mais desvalorizados. Mas, seria hipocrisia dizer que o gigante dorme. Está acordado ainda entalado com a distribuição dos cargos nobiliárquicos distribuídos para silenciar amantes e “heróis”. O que, de acordo com Laurentino Gomes em 1889, equivalia a 75% dos cofres públicos cada barão, visconde, conde, marquês e duque feito na cama, a tiros ou a interesses

Outros levantamentos de Laurentino são sobre o monarquista Manoel Deodoro da Fonseca, o Marechal Deodoro, que virou republicano no dia que José do Patrocínio vendo que a tão sonhada república não seria declarada, reuniu vereadores e assinou à dita. Em uma época onde os militares eram profundamente positivistas e acreditavam na ditadura para resolver o Brasil. O marechal dizia que se tornou republicano no dia e seu irmão, Hermes da Fonseca no dia 16. Antes queria pegar em armas para acabar com a revolução. A população, então, coitada, foi a última a saber. Via o desfile militar e achava que era uma comemoração cívica.

Enfim, nosso gigante acordado acaba manobrado pelas boas intenções, pelos favores eleitorais, mas nada disso tira ou diminui a feitura da Justiça porque os peculatários profissionais acabam sim com uma "rusguinha" de preocupação. Podem até ter o regime semiaberto, a prisão domiciliar, mas alguém já reparou na situação físico-psicológica destes antigos manipuladores de títeres? Agora os fantoches são eles ou continuamos sendo as marionetes levadas a toda forma de pão e circo, controlados pelas pílulas controladas de Justiça fornecida para nós pela mídia? Ou, então, somos nós eternos gigantes adormecidos em uma prisão política.

2 comentários:

José María Souza Costa disse...

Estimado, Rafael Belo.
Bom dia.

Precisamos passar a limpo, o Brasil. Mas, para isso, precisa-se não mais jogar para além do tapete, outros apaniguados. E como existem apaniguados demais, cada "republicano", esconde-se como pode. Existem até, aqueles que enfeitados de puritanos, acenam à patuleia, e este embriagada em suas tolices, sorrir e bate palmas. Abraços.

Rafael Belo disse...

é precisamos nos libertar de nossas prisões meu caro nobre amigo. Obrigado!