segunda-feira, novembro 16, 2015

Acúmulo do cúmulo da cultura do medo


Há tantas guerras entre nós, em nós e no mundo... Por isso, vivemos assustados ou desligados e em nossa maioria talvez entre um e outro. Esse adverbio de dúvida é a área cinzenta por onde tanto transitamos, aliás vagamos nesta incerteza de atos contínuos de violência extrapolados entre a tolerância e a intolerância. A diferença entre estes é que o último já não tolera mais e o outro por enquanto tolera...

Quantos atentados contra a humanidade acontecem diariamente? Incontáveis, é certo, mas quando toma proporções mundiais surtindo os efeitos queridos pelos mandantes e treinadores há comoções indefiníveis e minutos de silêncio intermináveis. Matar ou morrer não resolve os problemas do mundo quanto mais de indivíduos porque sabemos que esta dívida sem dúvida será cobrada por algo ou alguém.

Na nossa história vivemos repetindo os massacres, os holocaustos dizimando vidas e deixando vivas sequelas psicológicas indeléveis. Quantas “minorias” foram covardemente atacadas, mortas, exterminadas...? “‘Bárbaros’, imigrantes, estrangeiros, cristãos, negros, judeus, índios, mulheres, homossexuais, pessoas que optam por outras formas de encarar a vida e nós não temos que tolerar, julgar não cabe a nós nada além de respeitar.

Mesmo assim nos consternamos diante de fatalidades. Ainda bem. Continuamos humanos, continuamos errando, historicamente repetindo homéricos erros e fingindo aprender, entender... Fingindo que ataques planejados covardemente a culturas diferentes não mais acontecerão.

Só nas últimas três décadas já nos unimos por Kosovo, civis afegãos, centrais americanos, África, Kuwait, sérvios, bósnios, iugoslavos, Metohijas, líbios, egípcios, Quênia, Somália, Estados Unidos, civis israelenses, iranianos, iraquianos, sírios, incontáveis vezes pela democracia, hoje é pela França, mas se nos uníssemos sempre não haveria necessidade de nenhuma lamentação nem do aumento da raiva, intolerância, do preconceito e da cultura do medo.

Um comentário:

Maria Belo disse...

Medo de tudo....de viver...de morrer! Boa reflexão!