quinta-feira, novembro 12, 2015

Soprando sopros


No parapeito do terraço retorce o aço
e o tal do acho reconhece todo mundo minúsculo
enquanto a tempestade bate espanca a juventude
a atitude antiga puxa o idoso com  jeito de moço

para baixo olha tanta gente ostra molusco
pensando estar definida pronta mas mero esboço
tenta enxergar com olhar fixo no lusco-fusco
teimoso a faiscar dividindo dia noite tempo espaço azul roxo      

até ser no acaso um descaso do ocaso crepúsculo
sem idade apenas um espalhar de si para todos um pintarroxo.

(às 20h44, Rafael Belo, quarta, 11 de novembro de 2015)

Um comentário:

Maria Belo disse...

"Até ser no acaso um descaso" Perfeito!