terça-feira, julho 26, 2016

dilatados


Empoeirado cérebro sem mérito do rumo tomado
goles brutos escorrendo com incalável boca
solidões carentes do desespero indomado

Se vão as rédeas rentes tementes às tensões soltas
tudo é permitido nos impulsos deitados dos pecados
ditados em braile no contorno das peles sem roupas

poupas tua língua de queimar aos lábios molhar?

a fogueira estrala sem sentirmos a rasa vala louca
nos prendendo no labirinto imoral marcado
parado do lado avesso do abismo onde o coração traído estoura.


(Rafael Belo, às 20h33, segunda-feira, 25 de julho de 2016)

3 comentários:

Unknown disse...

Muito bom Rafa!!!

Rebeca Mendes disse...

Muito bom Rafa!!!

Rafael Belo disse...

obrigado Beca!! +RebecaMendes