quinta-feira, julho 28, 2016

Termina o dia



nos dilatados olhos tudo está embaçado
desfocado no não pensar embaralhado
enfileirado em algum lugar tão intocado
bem distante do querer ir se acorrentar

abortos da falta de ar responsabilizando o corpo por não se entregar

morrem as borboletas no estomago acaba a adrenalina em sono
todo rasgado pano vira cama de cão tecido de chão e lá se acumulam senãos
fingindo ser senões nas insinuações dos últimos serem os verdadeiros primeiros
vagarosamente volta visão torta simulando ser Torre de Pisa

cisma a maioria  da vibrações pela pele permitida distraída no chuveiro
refresca um possível Eureka até o banheiro ser vapor
tentações estouram a lâmpada antes do sol terminar de se impor.


(Rafael Belo, às 00h23, quinta-feira, 28 de julho de 2016).

3 comentários:

Rebeca Mendes disse...


"Morrem as borboletas no estomago acaba a adrenalina em sono
todo rasgado pano vira cama de cão tecido de chão e lá se acumulam senãos
fingindo ser senões nas insinuações dos últimos serem os verdadeiros primeiros
vagarosamente volta visão torta simulando ser Torre de Pisa"
Adorei essa parte!!!

Beca

Rebeca Mendes disse...


"Morrem as borboletas no estomago acaba a adrenalina em sono
todo rasgado pano vira cama de cão tecido de chão e lá se acumulam senãos
fingindo ser senões nas insinuações dos últimos serem os verdadeiros primeiros
vagarosamente volta visão torta simulando ser Torre de Pisa"
Adorei essa parte!!!

Beca

Rafael Belo disse...

Volte sempre Beca! Muito obrigadooo @RebecaMendes