terça-feira, agosto 23, 2016

Quando nós





Chuva corre corrente na vertical vem ventando veloz
violentas vertigens vingadoras vazando vários véus
no som do rasgar do céu chacoalhando curtamente
cada mente mantida mecanicamente refém rindo regularmente
do mesmo trem trilhando trilhas repetidas até descarrilar no ar

perdendo perspectivas perpétuas pela paulatina particular efemeridade
enganando campo-grandenses e paulistas geograficamente gerando grunhidos
gemidos sobre ser sobretudo questão de lugar lentamente libertar maturidade

questão de idade no tempo cíclico causando contato místico mastigando milimetricamente o demorado círculo perfeito soltando o jeito da pressa que apressa a noção do agora quando o tempo do relógio somos nós.

(às 01h01, Rafael Belo, terça-feira, 23 de agosto de 2016)

2 comentários:

Maria Belo disse...

Muito bom!

Bruno Belo disse...

Ta quase uma roda de samsara