terça-feira, abril 18, 2017

morremos nós




corre ao meu redor o suor do passado o odor do tempo
um esquecimento voluntário do autismo opcional
naquela moeda de um só lado a qual sou eu cedendo
fazendo o meu som solitário de árvore caída em floresta densa por igual

quem escuta a permuta entre o bem e o mal?
qual o tamanho da área cinzenta do certo e o errado se remoendo?
quanto mede a culpa da negação da aceitação do principal?

quantas perguntas ficam sem resposta acessível se fazendo
o controle se descontrola no inesperado desejo do impossível se desfazendo

não basta querer ignorar a gravidade dos livros e voar batendo só as asas rompendo os ares sendo vento
há uma liberdade arbitrária da vontade sedentária do outro sedento
sem respeito o próprio reconhecimento leva nossa voz  e morremos nós
o orvalho se forma nas folhas mornas nos sendo e nós nem chovemos.

+às 00h16, Rafael Belo, terça-feira, 18 de abril de 2017+

2 comentários:

Nando dutra disse...

Mais uma pérola meu amigo 😍

Rafael Belo disse...

obrigado meu amigo!! <3