quinta-feira, abril 20, 2017

orvalhos



morremos nós todo o dia para ressuscitar na virada do ano
desatamos tantas desnecessidades a perder o tempo se formando
chovemos senões sermões inundações então até o entendimento brotando
somos sertões silenciosos temendo novas secas erosando

cerco a cerca caridosa com carinhosos espinhos disfarçados flores despetalando
o caminho é diferente para cada querer crente em si leviano
vi as nuvens nubladas negando se desenhando com céus chorando

veio a bonança no meio da tempestade sem tempo nem distância contudo contendo toda a esperança
temos vontades sendo a única verdade vista quando habitamos o coração do outro com o nosso habitado

há um estado elevado dentro de nós revelado quando percebemos sermos o orvalho de todas as manhã.


+Rafael Belo, às 20h02, quarta-feita, 19 de abril de 2017+

3 comentários:

Roberto Medeiros disse...

A foto e o poema ficou muito bonito. Parabéns!

Suzi Lopes Marques disse...

Maravilhoso!

Rafael Belo disse...

Valeu Betinho! Obrigado Suzi!