segunda-feira, setembro 13, 2010

Esperando o ônibus, àquele a não vir jamais

(8 a profundidade e o ciclo de identidade de um rio vai além da superfície limpa e de correntezas... Rio Vacarias ... captei mês passado)


por Rafael Belo

Uma manhã abafada e muito quente. Plena segunda-feira. Dia mundial da preguicite aguda. Um sol particular o guia até o ponto de ônibus, mas com o sinal fechado para pedestre vê impotente centenas de carros passando enquanto seu ônibus se vai. Passa do meio-dia. Busca uma sombra para esperar pelo próximo, pega uma porção de papéis e se absorve por instantes, quando um carro sobe a toda velocidade na calçada e para bem na sua frente. Tira os olhos das contas a somar e olha para o veículo preto.

Um idoso lhe pedia informações. Ele assimilava o fato irreal. Começou a observar o senhor havia rímel em seus olhos. “Devia ser este mesmo”, pensou. Mesmo esperando o inesperado aquilo o deixou pouco à vontade. O senhor precisava chegar à prefeitura. A princípio o jovem negou saber o caminho, mas diante do fato da carona inusitada aceitou a aventura. Ao entrar veio a arrancada. Definitivamente fora um erro entrar. O pretexto utilizado mostrou exatamente ser um pretexto segundos depois.

Em tentativas canalhas de tirar informações o idoso informara na verdade ter achado o jovem atraente e o ter visto atravessar a rua. Era médico. Vivia mudando. Perguntou se por acaso ele gostava de outras situações sexuais. Resignado o carona negou e de mal entendido falou da namorada. Contraventor, o senhor falou do próprio namorado, do casamento terminado e de filhas. Insistiu, roçou a mão no joelho do adolescente. A cara daquele menor só não estava mais fechada e amarrada por causa do objetivo.

Há cinco anos em outro lugar. Ele era presa fácil tinha 12 anos vinha da peseudonamorada debaixo de chuva. Magrelo e sem camiseta a altas horas. Um carro começou a acompanhá-lo e fez perguntas referentes à homossexualidade. Cheio de hormônios amassou totalmente a porta direita do sujeito a pontapés. Guardo uma raiva para uma vingança futura. Mais uma vez afrontado. “Gay?!... Eu?!” Suas feições se tornavam aterrorizantes. Sugeriu um lugar distante da movimentação. “Este merecia morrer. Só pode ser este o extirpador do meio-dia”, se encorajava. Havia investigado eram muitos na verdade. O adolescente só tinha aparência de jovem, tinha mais de 30... Era um justiceiro recém-nascido...

Entre as balas cheias de anestesia e o banho no rio poluído planejava dar meia hora para chamar seus companheiros da polícia. Enquanto isso, com o bisturi do assassino retalhou a carne relaxada, manchou as luvas vestidas do mesmo com o sangue envenenado e o espalhou pelo carro confirmando se ainda estava vivo o verdadeiro cruel. Escreveu com as partes do corpo desmembradas daquele idoso assassino devorador de almas: “Um já foi faltam nove...” Caminhou tranquilamente frio sobre o sol ardente para casa pensando ter encontrado nova vocação.

6 comentários:

La Sorcière disse...

Nossa, fiquei surpresa pelo rumo q o mini conto tomou! Me surpreendeu!
Vc devia escrever um thriller!

Deise Anne disse...

Rafa, meu fiel Rafa! Obrigada pelas sempre visitas lá no blog.

Segunda-feira pode ser um dia de cão, para uma boa inspiração.
Belo texto.

Beijos e otima semana!

Déia disse...

aiiiiiiiiiiiiiii

Que medo rs

bj

Tathiane Panziera disse...

Incrível como o fim nada lembra o começo. Adorei.
Tá escrevendo ''polícia''??
Bju

Rafael Belo disse...

Lelezinha, sabe que estou me adequando pra isso (esse) e mais dois. Obrigado pela 'empolgação' rs beijos linda;

Deisinha querida, como não visitar a poesia do tempo?! impossível sempre aguardo... pdoe e costumeiramente deve ser rs. reverências a ti bjs;

rsrs de leve Déa rs bj;]

Às vezes Tathyta, mas 'uase' nada a ver rsrs beijos, goste ique adorou rs.

Bruna Fernandes disse...

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