segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Fantasmas de dias ao sol


(*Em meio as nuvens, está o astro exuberante, a luz viva dia e noite, eu, você, eles e nós esperando a mente desanuviar... Captei na quinta (24) )

Por Rafael Belo
O sexto sentido. Aquele filme com o Bruce Willis. Estas pessoas pareciam ele. Bem, não ele propriamente dito, mas seu personagem naquele filme. Todas pensavam estarem vivas. Todas elas. Mas, eram o mero retrato cotidiano de quando vivas... Eram fantasmas... E já passava uma centena de dias desde a última vez... Onde estavam os vivos? Enclausurado na própria rotina, sobre o domínio do deus dinheiro e seu vassalo superior, o tempo...  É fácil dizer: I see dead people... Porque, pensando sob este sol desértico avassalador, qualquer um alucina e diz ver pessoas mortas ao reencontrar com quem conviveu há centenas de anos.

Sério! Com o cérebro já cozido devido ao sol constantemente estar ao meio-dia, não é difícil sumir da vida das pessoas e parecer um fantasma assombrando o mundo em busca do pão do dia e pensar na massa assada para nos alimentar no dia seguinte, no dia seguinte...  Um dia por vez... Assim, deveria ser, mas queremos viver todos os dias ao mesmo tempo... Somos alucinados comedores de açúcar, tomadores de café, sugadores de olhos fundos e olheiras protuberantes, submissos dos goles de coca-cola e da rede Globo, ‘difundidores‘ das conversas do enésimo reality show ... Tão vazios de tantas cheias...

Mas, voltando às pessoas de dez mil anos atrás - àquelas que nos conheceram mais sonhadores – faz bem manter contato, mas ver e ouvir presencialmente é bem melhor. Então, assim por mera força da mudada de lugar ao esperar minha namorada, que comecei a voltar a me deparar com conhecidos e amizades de – ok, não tenho dez mil anos – quatro e cinco anos passados. Aquela velha sensação deste tempo (de seja lá qual for a profundidade da relação) não ter passado, daquele conversa inacabada estar terminando agora como se o espaço de voltar a ver aquele ser não tivesse sido um abismal buraco negro e sim um salto do meio fio, é realmente palpável e agradável.

Vontade forte mesmo, depois de um upload, uma atualização básica sem banalidades de amigos do passado, presente e futuro, é sair ligando e marcando um deja vù com todos e matar àquela saudade que às vezes, corridos atropelados e mau-humorados fingimos não ter. Dar um mero bestial: Oi! Lembra de mim! Ou simplesmente sair tagarelando sobre uma coisa qualquer fortalecendo o melhor remédio da vida chamado Amizade, um Amor com cores específicas sem ser meramente colorido, por que este, a cores, acontece poucas vezes na vida e corre o risco de terminar ou se transformar em outro sentimento, mas tanto em um quanto em outro, cabe somente a nós saber crescer com esta emoção sentida apenas por nós: humanos.

3 comentários:

Jamylle Bezerra disse...

É verdade Rafa. Muitas vezes nos fechamos e saímos das vidas das pessoas sem, sequer, nos despedir. As relações de amizade são pedras preciosas das quais não podemos nos desfazer. Precisamos de amigos, de amores, do calor humano para sobreviver.

A amizade virtual também serve. :)

Bom Carnaval!

Déia disse...

Vim aqui justamente pra isso!!
bateu a saudade, corri em um lugar com internet e vim acender a chama da nossa amizade...
saudade viu?
bj

Rafael Belo disse...

Ah, serve sim rs amizade é amizade não devomos nos 'rogar' rs certo Jamy rs

Está bem acesa querida Déa, saudade bjs