quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Moinhos dos nossos ventos


*( e o vento sopra nossas estruturas de hélices para nós motivar a imitá-lo - captei hoje, 17.02.11)
 
Rafael Belo
Este nosso mundo é realmente um moinho... De vento, elétrico e condensado no tal do futuro incerto. Não adianta ficarmos julgando as pessoas porque a bem da verdade toda história tem três lados feito as pirâmides regojizantes do Egito. Há toda uma bagagem cheia ou parcialmente vazia a induzir cada indivíduo a uma conclusão diante de certos acontecimentos por vezes duvidosos. Nós temos uma visão de Saddam Hussein, os árabes vestem outra... Nós temos nossa opinião sobre sentenças da Justiça, alguns querem a punição do criminoso com a morte outros apenas o pagamento dos crimes conforme manda a Lei. A morte não me parece expiar os pecados da carne...

Neste planeta que consumimos vorazmente dia após dia, a divulgação dos eventos locais e globais aparece em todos os tipos de comunicação social com um crivo parcial de seja lá o quer for, mas mesmo assim muitos instruídos levam aquela única fonte tão a sério a esta ser evocada como o fazer do Verbo. Imparcialidade não existe é apenas uma maneira de se envolver o mínimo possível com o acontecido, é tentar repassar o seu ‘diante dos olhos e ouvidos’. Não há como se despir de quem é para mecanizar algo qualquer ou um alguém notório porque o deus da mídia hoje é o demônio da mídia de amanhã.

Nem precisa procurar para ver as diferenças de opiniões. Diferentes e não certas ou erradas. Vestir os olhos alheios e olhos de terceiros pode não ser fácil, mas para entender o máximo possível de uma situação é preciso. Não importa se concordamos ou discordamos dos nossos colegas de trabalho, amigos, pais, namoradas... Há pessoas irredutíveis esperando uma queda para talvez compreender outras formas de lidar com seus problemas. Ser uma ilha em um mundo segmentado de arquipélagos - sem sequer um continente - é a desfragmentação total da fragmentação social de uma sociedade no fundo frustrada por seus próprios fracassos egocêntricos.

Mas tirando o amargo da língua, o sabor do nosso mundo de moinhos é condensado na nossa forma de enxergá-lo e é evidente a existência de ilhas repleta de pontes para outras ilhas mais paradisíacas do que a nossa vã ignorância apregoava. Não precisamos esconder quem somos ou quem são os nossos... Nosso fardo é este, leve, pesado ou compartilhado, nenhum esconderijo é bom o bastante para esquecermos nossos pedaços e seguirmos em falta com nós mesmos por aí. Podemos deixar a praia deserta da solidão intocada pela humanidade ser povoada ao menos aos fins de semana e seguir um futuro certo de nossos passos.

5 comentários:

Deise Anne disse...

exitem mais coisas entre o céu e a terra do que desconfia nossa vão filosofia. prentensão achar que sabemos alguma coisa.

ótimo final de semana!
beijos

O Divã Dellas disse...

E vamos seguindo... Sendo felizes com aquilo qe temos e sabemos e com aquilo que temo e nem enxargamos.
Beijo grande.
Visite nosso Divã.
Cinthya
http://odivaadellas.blogspot.com

Isolda Herculano disse...

Saudade de vir aqui!

Beijos!

Naty Araújo disse...

aaaaaah, Belo.. que lindo que ficou.
A vida é um tremendo moinho de ventos, ora leve; ora forte, o importante é não deixarmos com que ele nos leve para onde não podemos ir.

Adoro vir aqui e agora com esse layout, ui ui ui rs.

Uma coisa... pq vc não diminui o número de postagens na página?
Tipo.. deixa umas 5 na inicial, assim fica menos pesado seu blog.

Só um conselho.

Beijos

Rafael Belo disse...

Muita pretensão, Dezinha rs! nada sabemos só disso sei rs, obrigadooo bj;

Obrigado pela visita, O Divã Dellas, e assim segue a vida rs bj;

saudades da tua presença aqui IS, bj;

Logo vou analisar sua proposta rsrs sempre com muitas palavras carinhosa naty, sou muito grato a ti, beijos lindinha.