sexta-feira, outubro 21, 2011

Não deixamos de fazer


*( Caminho com o sol ao redor mesmo quando seus relfexos são a lua seus raios sempre chegam no meu caminhar...Captei ao caminhar apra o serviço no dia 19/ 10/11)

Por Rafael Belo
Sentar e imaginar cada expressão dos seus quando conversam e lembrar acabou virando mais real pelas redes sociais. Eu sempre escrevi e desagrilhoava os limites da mente quando ouvia e observava o mundo ao meu redor e fazer o upload para tantas timelines e updates status levou um tempo, confesso. Por isso, fiquei agrilhoado a correntes de ar intermináveis de sons, imagens, sensações e sentimentos profusos de maneira quase delirante por tempo demais pelo tempo necessário.

Sentia-me febril e com uma anti-rábica vencida constantemente, afinal, eu escrevia o tempo todo sobre tudo. Mas, só a maturidade tardia me mostraria a arrogância disto. Adoeci de mim mesmo ao deixar a voluntariosa estupidez humana sair da caixinha. Lidar com a estupidez e zerar a arrogância eram os desafios para o arrebentar das novas correntes insensíveis. Lá no canto do isolamento mental minhas mãos estavam cortadas e o olhar cego, mas a adaptação voltou a mostrar que só a alma escreve com o Coração, as mãos são desnecessárias.

Tomar distância de si parece ser necessário para um salto mais profundo na volta. Típico afastamento involuntário. Bem, o melhor de se afastar é a bagagem do retorno. E o mundo virtual em palavras mesmo disfarçadas-copiadas-alteradas-inventadas traz a população para o mesmo espaço ao mesmo tempo, contrariando a física. Vários corpos não presentes ocupam sim o mesmo lugar simultaneamente. Assim como é feito fora dos arrobas e underlines  em outros toques mais antigos. Porque já fazia tempo que corpo e mente não estavam juntos andando na orla do mundo.

No fim a união continua sendo a força, as palavras mal contextualizadas seguem problemáticas, a exposição de relacionamentos mal atados caminham se desfazendo, amizades superficiais ainda fazem silêncio, novas pessoas entram em nossas vidas, amigos reais fazem menos falta com as conversas virtuais, grupos reforçando opiniões se destacam e permanecemos conhecendo sempre. Só não direi que o mundo é o mesmo porque a aceleração do tempo e do espalhar das informações vivem agora na velocidade do pensamento. Sentar e imaginar cada expressão dos nossos quando conversam e lembrar nos atropelou, mas não deixamos de o fazer.

6 comentários:

Karine disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Karine disse...

Tomar distância de si parece ser necessário para um salto mais profundo na volta.#sempre!
Intenso e real.

Deise Anne disse...

eu vivo um conflito muito grande com essas relações virtuais, Rafa.
Eu sou de me esconder e refletir bastante sobre essa exposição, sobre a rapidez das coisas na internet, como tudo é volúvel e raso...
Divido esse conflito com você.
Belo texto

Tathiane Panziera disse...

...Bem, o melhor de se afastar é a bagagem do retorno...

No momento, eu fui por aí, quando voltar conto o que trouxe na bagagem.

;)

Luna Sanchez disse...

"Tomar uma distância de si é essencial de quando em vez, pra quem quer realmente se conhecer melhor. Ampliar o campo de visão é revelador, né, Rafa?

Voltei pra ler esse, gostei muito.

Não some mais, tá bem?

Um beijo, ótima semana.

Rafael Belo disse...

COmo vc meu Amor, Karine;
Então De é sempre bom partilhá-los, obrigaduu bj;

a bagagem tem que vir até aqui senhorita Tathi, vou esperar rs bj;
sim e é sempre bom revelar rs combinado Luna! bjs