| *(polenizamos a vida mesmo na nossa pequenez agigantamos o amarelo) RB |
Amarelo formiga
O nariz vermelho
reluzia o reflexo da realidade
raiz espelho da
fantasia dos outros sobre nós
atados a pequenez
agigantada pelo amarelo [identidade
perdida na voz pela
vastidão do nosso silêncio a sós
ecoando a lúdica luz
lívida no novo ato amanhecido de raridade
rarefeito efeito feito
do amarelecer das lágrimas escorridas dia das nuvens
poço raso sem fim da
alegria procurada na amplitude da vida em profundidade
a se encontrar no
desfocar dos detalhes divinos sem nós
sem sós, de sóis a sóis
no desbotar desabrochado no interior do olhar sem idade
brilhando as cores deflagradas
do instante inebriante do nosso acontecer.
Rafael Belo – 9 de novembro de 2011, às 7h45.