os
melhores amigos do poeta são os versos
que
se vão ainda sãos sem jamais voltar a pertencer ao criador
é
da criatura inspirador e cada figura humana se torna suas rimas,
nem
melhores nem piores, são autoestima
o
riso poético da alma perceptiva e o sintético detalhe da vida
ativa
em cada vírgula e reticência em busca de um ponto final
sinal
da interpretação original apropriada pelas amizades rebuscadas
na
sustentação guardada pelo equilíbrio entre a solidão requisitada e a confirmada
presença
antigo
abrigo da essência dos passos seguintes
amigos
ouvintes, ombros e mãos, poesia de todas as situações.
(às
20h27, quarta-feira, 23 de julho de 2014, Rafael Belo)
