terça-feira, novembro 08, 2011

Banho de chuva

*(ornamenta a terra o tronco talvez morte de sua origem mas vida para muitos..
Rafael Belo)
Por Rafael Belo
O gosto da chuva parecia querer amargar o fim do dia. Mas, chuva é doce por mais molhados a ficarmos.  Nem o show adiado pelo tempo acabou com um domingo de dádivas. Depois de dias quentes tomar banho de chuva estendeu o fim de semana até o cinema mais próximo e claro, valeu à pena. Mesmo se o filme fosse ruim – o que não foi – o primeiro dia da semana chegou ao fim ainda sorrindo. O Palhaço é uma boa lição. Não é um filme completo, mas ver a atuação de Selton Mello em seu próprio filme com um grande elenco e uma fotografia impecável deixa todo o longa em um quebra-cabeça repetindo na mente.

Não vou contar o filme, mas ‘quem faz o palhaço rir?’ não é um pergunta cuja resposta seja difícil. ‘Se o gato gosta de leite, o rato gosta de queijo, você gosta de ser o quê?’ Quanto ao riso do palhaço sem seu nariz vermelho quem proporciona é a própria escolha de fazer os outros rirem. Mesmo quando nós retiramos nossas máscaras sem conseguirmos retirar os narizes vermelhos, somos felizes em nossas escolhas diárias a nos levarem ao futuro reiniciado a cada minuto chegando e se tornando no próximo minuto, passado? Nada de culpar o tempo, a família, os amigos, os outros antes de pensar bem ‘em refletir’...

Acredito ser no nosso palco da mente onde atuam tantos atores reverberados nos nossos pensamentos e lembranças aquele grande ‘quê’ de definição em uma única escolha para o resto da vida. Como se... Como se não pudéssemos mudar de ideia, errar, cair... É o que mais podemos. Como acertar a mutação constante de ser quem somos sem nos permitirmos descobrir? Desagrilhoar das correntes das limitações não é uma forma fácil de fugir da robotização modernizada dos ‘pensamentos’ nas redes sociais. Não há um decreto divino ou judicial a nos obrigar a sermos apenas uma escolha. Caso houvesse - e até caso o mais xiitas acreditassem – seria humanamente impossível.

Mesmo se os materiais baratos da política – escolhida por nós – causarem danos - como causam – e for decretado estado de emergência, o desmoronar , o cansaço e o engolir da erosão não será o fim. Há sempre tempo de assumir ou rejeitar o nariz de palhaço aceito um dia por nossas cabeças baixas como uma medalha de superação esportiva. Isso não significa desespero, dor e ranger de dentes – pode até não significar nada – mas hora ou outra o tempo se estenderá diante de nós se assim lutarmos para ser. Aí a chuva vira para marcar e lavar nossa alma.

3 comentários:

Karine disse...

É hora de descobrir quem e o que faz cada um de nós sermos felizes. Eu descobri a mais de um ano que quem me proporciona todos os melhores sentimentos é meu amor Rafael Belo, que mesmo sem o nariz de palhaço e sem a trupe o acompanhando torna os meus dias mais completos, felizes e cheios de esperança.

Rafael Belo disse...

ow Amor! Meus olhos e encheram de lágrimas. Que declaração divina! sabe que se hoje escrevo melhor é pq tenho o Amor inspirado em Ti! TE Amo.

Luna Sanchez disse...

Vontade master de assistir o Selton, talento em forma de gente e com sorriso tímido.

Eu adoro o teu lúdico tão único!

Um beijo, querido Rafa.