quinta-feira, maio 06, 2010

A carne lateja em êxtase

8e o encaixe acopla a terra e se alonga... Tirei no meu quintal

Por Rafael Belo

Esta semana um casal foi preso praticando sexo oral em público durante plena embriaguez em Dourados. Estavam praticamente nus e o homem fugiu assim que a polícia chegou. Bom ele tentou fugir, pois com as calça arriadas caiu - suponho eu, porque pode ter caído de bêbado. Quando li a notícia fiquei pensando no atentado ao pudor, na covardia do infeliz e na quantidade de hormônios explodindo para acontecer ali e naquela hora. Além disso, me veio à mente se o ato libidinoso aconteceu “apenas” pela bebida correndo nas veias ou se era a realização de uma fantasia.

Mas, era meio da tarde. Exatas 15h de um domingo, horário de outra excitação brasileira (futebol). Será que a carne estava sedenta por expelir seus fluídos. E não! Não haveria tempo hábil para encontrar um local menos inadequado... Ali, no meio da rua aquela cena clássica entoando nos filmes de terror nudez e perigo, álcool e excitação acontecia para os olhos calejados dos voyeurs procurando prazer com a “coragem” alheia.

No meio da rua talvez nem fosse um ato exibicionista. Para os dois poderia não haver mais nada além do encaixe de uma boca e uma genitália. Talvez fosse romântico... E no mundo daquele domingo só os dois faziam sentido e gemiam... Até... Até a polícia chegar e o egoísta correr... Quem recebia a língua torneada de lábios entre as pernas não importa... pelo menos para nós... A maioria tão criteriosa com o sexo, tão cheia de regras, tão tensa a perder o tesão na autocensura de se expor sobre o assunto.

Clara é nossa exposição constante ao erotismo e sensualidade em toda parte ativando nossa sexualidade irracional. Tendencionados a uma excitação cerebral lá do cerebelo, nosso cérebro primitivo a impedir a hipocrisia do corpo entregue a primeira oferta de sexo sem ofensa, até ofender o respeitável público bipolar. Então, usamos o fingir e as dores de cabeças casuais para separar a alma do corpo ereto percorrendo a pele arrepiada e a mente em psicodelia a deixar a carne latejar em êxtase. Como se a sociedade não nos fosse.

3 comentários:

Mai disse...

Caramba, Rafael, texto impecável!
Uma BAITA reportagem, escrita por um incrível profissional de comunicação.

P.S.
A foto ilustrativa extraiu um sorriso largo.

Beijos, grande Homem.

Naty Araújo disse...

Que absurdo... e não poderia deixar de comentar novamente sobre aquele caso dos casais praticando sexo em plena rua e se não bastasse... Ainda mandou o policial esperar.
Meu... onde é que vamos parar, heim?

E se tivesse alguma criança passando na rua... E se essa fosse nossos filhos?
Eles iriam querer fazer com a(o) filha (o) da vizinha (hahaha... não pude me conter com essa rsrs).
Mas a gente brinca assim só que o assunto é sério.
Tem tantos lugares pra se praticar... Por que fazer na rua, né?

Ahhh faça-me o favor. Quer aparecer... É só fazer um filme pornô e pronto.

Beijos... não consegui evitar o livro dessa vez haha.

Rafael Belo disse...

hehehe envaidecido agradeço, Mai querida talentosíssima adorada, grande Mulher.

hehhe valeu pela indignação Naty, claro... Faltou eu falar sobre o egoísmo puro e mórbido hehehe parar é difícil hehe já ultrapassou tudo... adoro ler seus "livros" amada ,beijos