Mostrando postagens com marcador poesia; blog; olhares do avesso; Rafael Belo; redes; virtual; social; sociais; adulteradas; adultério; entrelinhas.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia; blog; olhares do avesso; Rafael Belo; redes; virtual; social; sociais; adulteradas; adultério; entrelinhas.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, maio 02, 2013

Adulteradas entrelinhas


Adulteradas entrelinhas



Oscilou o clamor das redes e caiu o sinal
desabaram as paredes, sumiu o andor , o mundo se desapequenou,
desesperou dedo por dedo o ardor das sociais sem digitais
sem sinais do medo e horror ostentados pela dependência virtual

começou o caos das carências não marcadas
nos distúrbios dos subúrbios da conexão desigual
faltaram mãos para amparar a queda maquiada

faltou chão para toda energia gasta no residual
nunca mais a massa zumbi teve  a vontade compartilhada

sem cantis não mantiveram as águas confinadas no normal
morreram de sede todos aqueles que beberam da água adulterada.

(às 19h15, Rafael Belo, quarta-feira, 1º de maio de 2013).