De olhos
bem abertos o sorriso
sonhava
o passo lúcido onírico
o
sonho do sonho era acordado
preciso
como os de olhos bem fechados
Ainda dormindo
pela metade
na posse
da chave sem utilidade no pé alado
como um
identidade possível do outro lado
um
achado comido pela saudade
de
quando o sono consciente esquecia a idade
ficava
inconsciente, faminto, e se transformava lentamente [ de verdade] em sonhado.
(às
22h30, Rafael Belo, quarta-feira, 15 de maio de 2013).
