domingo, fevereiro 14, 2010

Colisões aparentes

Por Rafael Belo
* Foto tirada do lugar onde mais gosto de passar: na estrada em viagem
Sabe quando tudo parece normal, mas é só aparência. Dentro de si há alertas e mais alertas. E é com razão. Estou vagando desde os primeiros raios solares e não ouvi um barulho, não vi uma pessoa e ainda nem lembro como vim parar aqui. Uma cidade qualquer como as outras, no entanto tão desolada como o deserto ao meio-dia. Opa... É meio dia! Por que não cheira comida? Onde estão os carros superengarrafados? Os gritos?

Tem algo errado... E como eu sei disso?! Enlouquece não falar com ninguém, mas não ver viva alma uuuu é assustador. Não são possíveis as histórias de zumbis e de vampiros, certo? Nenhuma vida à vista, porém as coisas e lugares não estão abandonados. Humm, sem teias de aranha sem lixo sem entulhos... Quem está aí? Ouço vocês conversarem! Apareçam já!! Meu coração vai sair correndo assim. Espere...! Este... Este som... Está na minha cabeça. Esquizofrenia nãooooo!

Calm down, boy! Bread, Bread... I’m so confused. Caraca! Eu falo outras línguas?! Preciso me concentrar. Não faz sentido tantas vozes na minha cabeça... É como uma multidão falando ao mesmo tempo... Eu... Eu... Tem algo de mim... Eu não sei algo sobre... Aaaaa... Sou eu no espelho?! Quando foi... Esta barba eu não reconheço. A tarde vem caindo. Vou continuar andando. Próxima cidade... Devo ter caído de algum último sanatório! Por que diabos este sol parece estar dentro dos meus olhos?

Se bem... Desde... Não vi uma planta sequer ou água por aí. Como posso não ter sentido sede ou calor ou... Apenas solidão. Meu nome é... É... Lá está a noite, porém não escurece. É possível? Preciso alcançar a ausência de luz... Preciso... Uau! Corro muito rápido. Comparado a quem mesmo...?! Havia uma placa ali indicando perigo e raios... Por que uma seta apontada para o... Chãoooo! Uou. Produzo um som seco e indolor.

Aqui estão todos. Digam-me como faço para tirá-los da minha maldita cabeça?! Alienígena?! Supernova?! Ãn?! Três mil e quantos depois de quem? Lugar... Errado... Não? Tempo... Errado... Voltar... Mas... Mas... Ninguém! Silêncio! De novo desolado, mais uma vez deserto. Outros mundos se parecem iguais e outros iguais se parecem mundos... Qual a atitude diante de tantos mundos colidindo? Aparências...!

5 comentários:

A Língua Nervosa disse...

humm adoro estes mundos sem ninguém...quando consigo alcançar meu interior e me sentir bastante sabe...mas lógico que encomoda às vezes...tipo agora! a genet precisa escutar os sons, os seres, as coisas falarem e mostrarem que tudo está vivo!
:)

Mônica disse...

É, tem horas que o silêncio nos revelam outras faces...
Beijos e bom carnaval!

Jamylle Bezerra disse...

Passando pra desejar um bom carnaval. Aproveite o feriado da melhor forma possível!!! Beijos

Deise Anne disse...

esses momentos confusos e cheios de questionamentos são difíceis, mas fundamentais para evoluir! tudo vai ficar bem!
beijos, belo!

Rafael Belo disse...

Não é,Vivi!? A contradição é necessária para o equilíbrio do nosso caos! bjs

Basta ouvir com atenção e olhos atentos hehe bjs Ninkinha "idem" pra ti heheehe

Jamy, obrigado pela passadinha.Aproveitaria, não tão bem quanto tu, mas aproveitarei. bjs

tudo vai bem pois acaba bem, não importa que bem não esteja, faz parte do nosso caos pessoal. Thanks, bela De. Beijos