quinta-feira, agosto 13, 2009

Pescador de atenção

(tirei nas margens do paraguai, só que este não mente só quer peixe)
por Rafael Belo

Às vezes -quando escuto histórias – atento meus ouvidos públicos e presto muita atenção. Quando a conversa é entre homens ou de um homem para uma mulher, lembro de Cazuza e sua menor “Menor Abandonado”: “Mentiras sinceras me interessam, me interessam”. Não pelo fato da mentira em si e seus artifícios de vantagem, mas pela sinceridade da forma contada. Por acreditarem na “contação” e no acreditar do ouvinte. É um pescador de atenção. Mas, não me peça para acreditar.

Tais mentiras desimportantes são conhecidas, pois nas histórias com finais morais quando esta pessoa diz a verdade, não há quem acredite. Mentiras inocentes viram vícios de alguns. Elegem muitos - mitos – e deixam de ser inocentes. Tomam proporções quase impossíveis de desmentir, uma vida de mentiras.

É como fingir de morto perante a vida e rolar – dizendo ser espasmos da morte. Detesto mentiras e me afasto de mentirosos. Funciona nas primeiras vezes e se acaba patológico ou meramente compulsivo dificilmente não se percebe é como uma Winona das palavras, um cleptomaníaco do palavreado.há um ditado sobre os ases da mentira: os poderes norte-americanos . Diz: “George Washington não conseguiria dizer uma mentira, Richard Nixon não conseguiria dizer uma verdade e Ronald Reagan não saberia diferenciá-las”.

Não diria faltar malícia para diferenciar ou sobrá-la para desconfiar de tudo. Nem haver inocência incapaz de identificar. Apenas acredito ser um vício. VOCÊ experimentou, te fez um mal – como me faz (não é uma confissão), você só volta a fazer se for um sádico ou sadomasoquista. Gostou do poder de dissuadir e enganar – Virou viciado. Manipular realidade e fantasia não me faz me sentir um mentiroso penso ser um entretenimento e um sabor coletivo. Mentir é uma fuga, um disfarce ou entretenimento pessoal com aquela palavrinha amarga: egoísta.

10 comentários:

Dora disse...

Mentira. Eis um termo abrangente e complicado. Concordo, no entanto, que há sim, mentirosos patológicos. E na minha concepção, eles são, antes de mais nada, ingênuos demais. E chegam, por muitas vezes, a acreditar nas próprias mentiras. São os mentirosos mais "sinceros"...
Cheiro grande boa noite.

Rafael Belo disse...

Ah, DOrinha eheh É tema de mono, pós, mestrado, doutorado... Só abordei o que mais me incomdoava no momento(risos). Cheiro grande linda

La Sorcière disse...

Olá! Não gosto de mentiras, mas às vezes na hora do aperto, omito. Se o aperto aumentar, conto a verdade. A verdade liberta!
BJ

Deise Anne disse...

Opa! Gostei dessa tematica! Mentiras sinceras me interessam demais.
Mentiras disfarçadas de verdades que deveriam acontecer e teimam em não acontecer. A gente se desenha como quer nesse mundo de ficção e vai ter sempre um jeito novo de se recriar.
Mentiras sinceras me interessam, me interessam!!!

Déia disse...

Concordo com vc.. a mentira começa devagar, sem muitos danos, qdo você vê, está viciado, mentindo em coisas até desnecessárias...e ao seu redor, pessoas tristes...

Amo a verdade, pode até me doer, mas prefiro!
bjs meu querido!

Rafael Belo disse...

Lezinha, as verdade liberta mesmo.Sou péssimo para omissão tb kkk agora se tenho um segredo de outro e alguém quer saber dele digo que não posso dizer e ponto, não invento histórias ou desconverso. bjs linda

Rafael Belo disse...

De, Sempre há um jeito novo e sincero de se recriar, sem mentiras... hehe É um tema imenso própria par aser único de um só blog (risos) bj bela

Rafael Belo disse...

"Pode até doer, mas prefiro" pois pra mim não há opções neste caso, talvez o silêncio mas meus silêncios são tagarelas demais , demais... bj Déia querida

Mônica disse...

Mentir apenas pelo prazer de enganar e manipular as pessoas é um péssimo hábito. A verdade dói e é difícil de aceitar, mas é melhor que ser enganada por uma mentira.

Bjs.

Ps.: ainda não li o blog do seu livro, mas possivelmente o faça hj.

Rafael Belo disse...

È bem melhor não é. Nikinha. Ok esperarei a sabatina bjs