quinta-feira, março 25, 2010

Encontro com Liberdade

8 e há tempos quero tirar fotos das folhas de outono. e há folhas livres da seiva prontas para nutrirem o solo e fecundarem o mundo... tirei no meu quintal hehehe pra variar



Por Rafael Belo

A melhor roupa foi solicitada. E lá estava Simplício dos Santos de regata branca gasta, shorts branco com rasgos, chinelos havaianas sem cores e aquele sorriso rasgado de quem teve um encontro com Felicidade. Mas, o encontro era com Liberdade. Sim usava as vestes da vontade. Àquela na qual se sentia livre e fazia todo sentido esta ser sua melhor roupa. Levantou antes do despertador e por isso mesmo nem havia o programado para despertar. Tomou um elo banho de bom dia e vestiu a segunda pele.

Primeiro Liberdade estava uma grife. Armani, Pierre Cardin, Prada... Exatamente nesta sequencia dos olhos para os pés. No entanto, chamava mais atenção o exalado Chanel N° 5. Inebriante, estimulante e... hummm... Afrodisíaco! Havia um sabor de excitação naquele aroma suave e paliativo de uma textura sobressalente e um visual crepuscular ao som de uma incalculável queda d’água. Ela era a ninfa grega abraçada pela delicadeza de uma túnica com seu ombro esquerdo a mostra, os pés nus apoiados pelo solo e uma aura convidativa carnal de esquecimento.

Foi livre de qualquer olhar a visão de Sim ao ver Liberdade. Aquela primeira imagem se desmanchou ao toque dos olhares e uma aura áurea cintilou nos contornos melindrosos dela. Um oceano em chamas transbordava de toda Liberdade. Sim sentia o mesmo em si. As horas ou corriam demais ou se embriagavam no embrear de um convite subentendido.

Era Tempo. Era Felicidade. Era Liberdade. Era Sim... Os chinelos se foram e Liberdade rasgava a bobagem das vestes sem tirar os olhos daqueles outros olhos despidos. As respirações se trocavam, as bocas se testavam, as peles se tocavam, os corações vibravam um tremor bobo na boca derramada em sorrisos suspirados e a carne era toda alma sublime das sensações absurdas fumegadas por dentro das brasas a beira de incendiar as marcas acorrentadas no âmago dos seres. Livre lá Liberdade.

6 comentários:

Déia disse...

Livre, como as folhas do outono... que deixam se levar pelo vento....

bj

Mai disse...

Você escreve muito bem e fotografa como poucos.
qualquer hora dessas vou te pedir autorização para ilustrar com uma foto tua.

bjos.
bom final de semana!

Naty Araújo disse...

Liberdade.... estou querendo encontrá-la também.

Belo texto, Belo rsrs.
A foto ficou tão linda... ai ai ai, gamei.

Mais beijos pra ti e tenha uma ótima semana.

Deise Anne disse...

Que foto lindo, Rafa! Me tirou do texto pra contemplação.

Beijos e ótima semana!

Deise Anne disse...

Liberdade ainda que tardia!

Rafael Belo disse...

Livre como elas... Sim... beijos Déa;

Autorizada, bela Mai... Obrigado pelas tuas graciosas palavras beijos;

A NAty belíssima, obrigado pelos afagos hehe beijos "gamante" ótima semana;

OO Dezinha minha foto xodô do momento hehe ainda que tardei, beijos querida ótima semana.