terça-feira, março 23, 2010

A liberdade e eu

8 comer jabuticaba em casa é disputar com a natureza... Tudo bem desde que eu consiga registrar e comê-las. Tirei esta foto hoje (23), na liberdade de comer uma fruta do pé...

por Rafael Belo


A liberdade e eu é algo como o Brasil e as notícias. Somos tão sinceros que não escondemos os podres e tão carentes que só os mostramos. Não que eu tenha algo a esconder, mas minha liberdade é melindrosa e muitas vezes espaçosa. Não, eu não invado os limites alheios. Mas, meu fora de casa, meu distante do lar é parte do todo, todo em parte... É dividido. Estou exposto quando estou longe dos amigos e da família e esta exposição me preenche de novidade de olhares somados a volta à amizade e familiaridade.

Melindrosa porque julgar explodir sem interagir é cercear minha liberdade, não minha, pois possessivos não me combinam. Planos não me agradam. É como alguém contar todo o filme, destrinchar um livro,... No entanto são necessários no trabalho. Melindrosa sim, no sentido de mudança repentina de comportamento no relacionamento seja qual for a relação. Enfim, a liberdade e eu, eu e a liberdade somos como o menisco e o joelho o sono e os sonho. Não caminho, na escrevo, não existo se não compartilhar o mesmo espaço com a liberdade.

Não é fugir de casa morando sozinho, morar longe da família, fazer novos amigos, ter independência financeira, ninguém para dar satisfação... É uma estrada de possibilidades de escolhas a marcar a ferro e fogo, mas com chances de recomeçar mesmo se parecer impossível. Gosto de ser liberto das correntes da nossa realidade insólita e burocrática, mesmo quando aparenta ao contrário. Aprendi a não falar qualquer coisa mesmo quando há de se dizer, quem disse que sabedoria é julgamento? A liberdade me ensinou a olhar as pessoas com a mente aberta e vazia para a possibilidade de quem ela se transforma com a própria personalidade.

O eu e a liberdade é algo além de uma relação mútua. É uma relação diária com o mundo e cada mundo. Uma atitude e personalidade de poder sorrir e o fazer, de poder chorar e salgar o rosto mais ainda. Não é uma cartilha e sim uma determinação. Também pode ser simplesmente abrir a janela e olhar, esvaziar a mente e relaxar. Sair sem se sentir pressionado por tantas pressões livremente impostas sobre eu, sobre você, sobre a liberdade. Essa tal!

8 comentários:

La Sorcière disse...

Eu concordo com vc sobre a liberdade ser melindrosa... na verdade, é uma definição perfeita!!

Vc é lindo,
Bj
Alê

Déia disse...

Todos querem, mas poucos sabem usar a liberdade.

bj

Jamylle Bezerra disse...

Todos queremos essa tal liberdade, que deixa sermos guiados pelos nossos próprios instintos.

Linda foto Rafa. Linda mesmo!!!!!

Deise Anne disse...

a melhor liberdade é não aprissionar ninguém com nossos julgamentos.
você está certo!

beijo

Stella disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Stella disse...

Concordei sobre a liberdade, discordei da sinceridade... a gente tem muitos podres por baixo dos panos... :P

beijos

Naty Araújo disse...

Muitos querem, poucos tem e os que tem não sabe usá-las da melhor maneira possível. Claro, isso não é pra todos... mas uma grande parte.
É aquela coisa de ter e não valorizar, mas depois que perde reconhece o que tinha de poderoso nas mãos.

Admiro vc por saber essa diferença e tratá-la como um valor inestimável.

Beijos, Rafa.
Beijos, Belo...
Como preferir rs.

Rafael Belo disse...

OO linda Lelezinha! Obrigado hehe bjs bela

Poucos sabem ao certo o que seja, Déa ehhe bj

OO Quem não quer ser livre... Jamy querida, obrigado. bj

Não é, Dezinha ?! hehe bjs admirável

ee Stellinha hehehe concordadiscordando certo, hehee bjs

ambos são meu nome hehe E inestimável Natynha bela , obrigado pelo "seu sempre carinho bh