segunda-feira, janeiro 12, 2009

Pastores da presença

Mais uma guerra! Não sabemos de nada mesmo. É a mesma guerra. Depois de atentados de palestinos bombas por morarem em uma faixa (não justifico)- ou seria ao contrário? -, isso foi agora ou em outra época? , Israel resolveu (?) guerrear de novo (dizem estar no seu direito). Tirar vidas é o direito de alguém? Decidir quem vive e quem morre? Não temos este direito, não! Não há jornalistas estrangeiros. São de Tel Aviv e Jerusalém que os jornalistas correspondentes fazem as “matérias” por meio de imagens da Al Jazira e jornalistas locais é que sabemos da guerra. Não há uma solução milenar que satisfaça as partes. Estados Unidos como sempre ao lado dos mais fortes e dos próprios interesses. Palestinos querem seu Estado, Israel... Não quer que tenham... Na antiguidade Roma interferia aonde bem quisesse (certo, nem tanto) hoje são os estadunidenses no poder que darão 30 bilhões ao Estado de Israel. Como se Israel precisasse desta ajuda com um dos maiores poderios bélicos e ainda em investimento do mundo.

Corpos transportados em pilhas, bombeiros lavando o chão de sangue. Terra de conflitos milenares por espaço, liberdade e opinião, terra fértil em sangue. Banhos de sangue pelo domínio da religião. Não é Deus a favor da guerra? Não. São os homens a favor da guerra? Alguns. Guerra é política é hierarquia, não igualdade. É de cima pra baixo e bombas. E vidas estilhaçadas ao fim precoce. O obvio é que violência gera violência. Não é uma questão de escolha de lados. Trinta quilômetros de uma faixa nada inocente atacando e sendo atacada em proporções extremas e maiores. Desde que a morte foi banalizada poucas imagens chocam. Agora é matar ou morrer. Agora? Quantas mortes valem uma vida? O estopim vem do início dos tempos e não pára de queimar. Estamos tão afastados assim que nem gritos adiantam mais? Precisamos usar palavras armadas no começo indo armas brancas passando por balas perfuradoras até chegarmos a tanques e mísseis... Nossas necessidades não são nossas!

Lembrem Thomas Hobbes: "Homo homini lupus", o homem é o lobo do homem; "Bellum omnium contra omnes", é a guerra de todos contra todos. É o medo e os sentimentos mesquinhos preservados e prosperados habitando onde não devia: No coração das pessoas. Uma paixão pelo poder que não permite sermos libertos. Desconfiança, solidão e ansiedade assolam o mundo de dentro das pessoas para fora. A paz vem de nós é frase feita de efeito, porém, verdadeira. Temos aquilo que buscamos e nossas guerras diárias não são de sangue alheio, é nosso próprio sangue suado nos mantendo melhores a cada dia que acreditamos. Não é mais uma guerra que vivemos e vemos, é uma continuação daqueles obstáculos que nos crescem nos tornando nossos próprios pastores afugentando lobos apenas com nossa presença.

2 comentários:

Barone disse...

Somos seres estranhos, nós, humanos. O pior de tudo são as tentativas de justificar o injustificável.

Rafael Belo disse...

Pior que isso meu caro Barone heheehe é não admitir os erros! Porque não mente distorcida de cada um tudo acaba tendo uma desculpa pausível para si mesmo! abraços!