segunda-feira, janeiro 05, 2009

Duna (foto kami)

 Sopro-me no vazio avistado frente aos olhos

Preenchendo meus vazios desérticos de beleza

Como namoros das palavras incrédulas que me saem

Com certezas impensadas nas costuras de experiências

Da minha ciência inexata de sentimentos deixados soltos

 

Soprando desertos nos desenhos falados de esperança

Em um oásis infinito de ti por toda parte de areia fria ao sol

Mar de vento arenoso no limite do pensamento viajante

De tempos em tempos com pequenos passos distantes marcados

Nas instâncias vistas nos ciscos incômodos nas pupilas fraquejantes

 

Longes nos caminhos movediços por momentos ventados

Pelo meu sopro engolido nas areias tempestivas chovendo na pele

Sem tristeza na seqüência da colisão das conjugações idas vindas presentes

Na minha primeira pessoa sem posses o descanso conversa

Hoje estou cansado

Meu sono me chama para uma duna aconchegante de sonhos em construção

 

16h15 (Rafael Belo) 05 de janeiro de 2009.

2 comentários:

Camila disse...

Belo, vc faz poesia a qualquer momento, e tudo pra vc pode ser fonte de inspiração...amei a homenagem e o carinho... Temos perfeita sintonia... Um beijo

Rafael Belo disse...

Obrigado Kami! Tua opinião sempre contou muito... Realmente... beijos