terça-feira, dezembro 29, 2015

Esfregando as têmporas


Um formigamento na mão a dormência
gaiolas abertas em todas as direções aparências

dentro dos olhos solidão
arrastando comunidades a garotos perdidos
idos das oportunidades vindos das identidades
do adjetivo da ilusão
extremos doentes dos desequilíbrios

sorrisos dementes na quebrada balança
esperança fantasiada de egoísmo
maquiado olhar aberto colorido
tingido pela fuligem da poluição

da janela fechada
a fachada vai antiga
fingida ao ter o que respirar
atingida pela ficção moderna

são insanos sãos
batendo a cabeça no escuro
dizendo extremos exageros absurdos
criando a particular solitária plateia.


(às 18h57, Rafael Belo, segunda, 28 de dezembro de 2015)

Um comentário:

Maria Belo disse...

"Batendo a cabeça no escuro" ....quantas batidas precisamos dar?