segunda-feira, novembro 17, 2008

Olhares do avesso


Do lado de cá há um mundo torto

morto por fora pela minha visão interna

passando do avesso do que faz a cabeça afirmar

as atitudes paternas a tomar todos os sexos atrapalhados

na mistura de um vidro partido dividido entre dormir acordar


Neste grito incalável rompendo a garganta que escancara

incontrolável seus pensamentos aversos do olho do mundo furado

com a responsabilidade vestida de palavras descoloridas de trapos marcados

pelos rasgos temporais caminhando no destelho inverso descendo o sangue pra cabeça em frases formadas pelo enjôo expelido para terra firme movediça de condições descompromissadas do elevador da alegria camuflada nesta cara zangada

por richas desenhadas no ranger palhaço do chacoalhar apertado das bochechas amestradas


Girando no tédio o teto fechado por trás dos olhares atentos

vendo movimento nas pedras jogadas de ressentimentos

no fundo falso das almas fingidas olhando o nada na extensão

contrária de um avesso simples de discordância renegada


Olhares do avesso me atravessaram no meu mundo paralelo por escrito

lido no brilho fosco distante dos meus olhos presentes em todo momento de olhar

circulando os detalhes em algum lugar de linhas tortas esperando o agir do destino

nas tintas invisíveis do livre-árbitrio confiscado na confecção das máscaras rachadas


01h16min. 17.11.08

3 comentários:

Annelize Tozetto disse...

Sabe aqueles sonhos psicodélicos? Quando os pensamentos vêm um atrás do outro? Assim que me sinto ao ler alguns de seus textos. Tão lógicos, tão seus, tão humanos.

Rafael Belo disse...

É psicodelia ahha! Brigadoo Anne!

Anônimo disse...

Simplesmente adorei seu espaço...
Seu talento para escrever é notavel, me perco nessas palavras.
Agora, minha presença sera constante rsrs
Beijo Grande =)

Ass: Verônica