quinta-feira, outubro 05, 2017

estoque




correndo no asfalto salto despido buracos fabricados instantaneamente
esfolo meu corpo ralando meu peito profundamente visto a mente
meu apelido é explícito nesta pornográfica corrupção indecente

tudo é aparente raso nos olhares sem profundo
afundo na superfície como um abuso absoluto
luto para desafogar de tanta gente no altar
exaltar sou insano profano manto rasgado sob o zelo sagrado

há um estralo estalo no cheiro do ralo do banheiro
tomo banho de roupas trouxas estou nu por inteiro

sacode meu corpo explode o torto toque tocado nesta nudez vestida de olhar.


+ às 10h37, Rafael Belo, quinta-feira, 05 de outubro de 2017 +

Um comentário:

Anônimo disse...

Reflections on the Bath floor.... Gostei...Ci