terça-feira, junho 27, 2017

eu oferenda



arrepiam cicatrizes antes do sol nascer
o tempo está parado na janela sem deixar alvorecer
um mar de lágrimas chega a afogar o peito
todos os mares saem daqui de vários jeitos

no fundo do respirar se seca o rosto
temos um gosto atemporal chovendo granizo
agonizo o eu do espelho de joelhos entro em outra dimensão

mares são chamas emoção fragmentada pelo horizonte
me reconheço na nuvem bloqueando os raios do sol de fronte

defronte o destino tenho erros perfeitos e me faço oferenda para o tempo continuar.


+ Rafael Belo, às 08h44, terça-feira, 27 de junho de 2017+

2 comentários:

Maria Helena Sarti disse...

Muito bom Rafael. Imagens bonitas.

Rafael Belo disse...

obrigado! <3