quinta-feira, junho 29, 2017

agora há pouco



erro à seco caio em desamparo instantâneo
sangro por todos quando me levanto mancando
mancho cada toque urbano pichando meus grafites simultâneos
saio subterrâneo satisfeito como conterrâneo do agora há pouco

aborto torto o leviano suicídio no meio-fio fadado a morrer de frio
rio do desespero momentâneo querendo depressão
reação tentando rotular o contemporâneo com emoção

remoção da ressurreição de domingo para o cotidiano
destas ruas em desalinho não é possível sem plano andar reto

direto no queixo do nocaute o tempo se apaga em blecaute não há mais vagas nem desfalque para quem não assumir errar e vagar em recalque como um impossível delírio em realce abrindo um peito no recalce no descalço caminhar do devastado inacessível enquanto não tiver uma possível emoção com o envolver daqui a pouco do incendiário coração.


+ Às 11h38, Rafael Belo, quinta-feira, 29 de junho de 2017 +